Simulador de Investimentos

Compare rendimentos líquidos de CDB, LCI, LCA, Tesouro Selic, IPCA+, Poupança e Ações com base nas projeções de taxas para 2026.

Taxas de Referência Atuais (2026)

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Configurar Simulação

R$
R$
meses
1 mês 10 anos (120m) 20 anos (240m) 30 anos (360m)
% do CDI
Valor Final Líquido R$ 0,00 Livre de Imposto de Renda
Valor Final Bruto R$ 0,00
Total Investido R$ 0,00
Imposto de Renda (IR) R$ 0,00 Alíquota de 0%
Rendimento Líquido R$ 0,00 +0,00%
Rentabilidade Anualizada Líq. 0,00% Taxa interna de retorno anualizada

Evolução do Patrimônio

Comparativo mensal entre Valor Bruto, Líquido e Total Investido

Resumo dos Parâmetros Simulados

Valor Inicial R$ 10.000,00
Aportes Mensais R$ 1.000,00
Período 36 meses

Todos os ativos abaixo foram calculados de forma simultânea utilizando os valores de referência CDI, IPCA e Selic inseridos acima.

Tabela Comparativa de Investimentos

Investimento Valor Bruto Imposto (IR) Valor Líquido Rendimento Líquido Rentab. Anualizada

Comparativo de Valor Líquido Final

Definir Minha Meta

R$
anos
% a.a. líq.
R$
Aporte Mensal Necessário R$ 0,00 Para alcançar R$ 100.000 em 5 anos
Tempo para Atingir a Meta 0 anos Investindo R$ 1.500/mês com a mesma taxa
Progresso estimado do planejamento

Calculado de forma composta considerando aportes pontuais no início de cada mês e reinvestimento automático dos juros obtidos.

Guia Completo de Investimentos em 2026

Navegue pelas principais dúvidas de investidores iniciantes e experientes em 2026. Entenda como funcionam as taxas, impostos de renda e saiba como maximizar a rentabilidade dos seus investimentos.

Qual investimento rende mais em 2026: CDB, Tesouro ou Poupança?

Em 2026, com o cenário econômico brasileiro apresentando taxas de juros (Selic) na casa dos 10,75% ao ano e o CDI rodando próximo de 10,50% ao ano, os investimentos indexados ao CDI e à Selic continuam a entregar retornos bastante atrativos na renda fixa, superando historicamente e de forma folgada a caderneta de poupança clássica.

O rendimento de cada ativo depende de fatores como a taxa pactuada, a cobrança do Imposto de Renda e o prazo de investimento. Por exemplo, um CDB que pague 110% do CDI rende aproximadamente 11,55% ao ano brutos. Mesmo após a dedução do Imposto de Renda (que varia de 22,5% a 15%), o retorno líquido final supera o do Tesouro Selic (que rende Selic + uma taxa de ágio) e é expressivamente maior do que a poupança.

A poupança segue a regra de render 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR) sempre que a Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Com a Selic a 10,75%, a poupança renderá cerca de 7,52% ao ano + TR. Portanto, CDBs com taxas acima de 100% do CDI e o Tesouro Selic são escolhas que rendem sensivelmente mais, sendo as alternativas ideais para a alocação de reservas de emergência ou capital de curto prazo.

Como funciona o Imposto de Renda nos investimentos?

A maior parte dos investimentos de renda fixa no Brasil, incluindo CDBs, Tesouro Direto (Selic, IPCA+ e Prefixado) e debêntures comuns, segue a tabela regressiva de tributação do Imposto de Renda. Esse imposto incide exclusivamente sobre os rendimentos (lucro) do ativo, e não sobre o capital total investido.

A tabela regressiva é estruturada com base no tempo de permanência dos recursos na aplicação, estimulando investimentos de longo prazo:

  • Até 180 dias (6 meses): Alíquota de 22,5% sobre o rendimento bruto.
  • De 181 a 360 dias (1 ano): Alíquota de 20,0% sobre o rendimento bruto.
  • De 361 a 720 dias (2 anos): Alíquota de 17,5% sobre o rendimento bruto.
  • Acima de 720 dias (mais de 2 anos): Alíquota de 15,0% sobre o rendimento bruto.

Essa dedução é feita automaticamente na fonte no momento do resgate ou vencimento do título. Vale notar que investimentos como LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e a poupança tradicional são totalmente isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que pode tornar suas taxas líquidas muito competitivas mesmo com rendimentos brutos menores.

O que é CDI e como ele afeta seus investimentos?

O CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. São títulos de curtíssimo prazo emitidos pelos bancos para captar e emprestar recursos entre si de um dia para o outro. Por determinação do Banco Central, as instituições financeiras precisam fechar o saldo do dia com caixa positivo. Para isso, os bancos que têm caixa excedente emprestam aos que estão com saldo negativo.

A taxa cobrada nessas operações interbancárias diárias é compilada e divulgada como a Taxa CDI. Devido à sua natureza, o CDI anda muito próximo à taxa básica de juros da economia, a Selic. Se a Selic está fixada em 10,75% ao ano, o CDI geralmente se estabiliza em torno de 10,50% ao ano.

Para o investidor, o CDI funciona como a principal referência (benchmark) da renda fixa pós-fixada. Quando você investe em um CDB que promete pagar "100% do CDI", isso significa que o seu dinheiro renderá exatamente a variação dessa taxa de referência ao longo do tempo. Se o CDI sobe, a rentabilidade nominal do seu investimento acompanha o movimento; se cai, o rendimento diminui proporcionalmente.

CDB x LCI/LCA: qual a diferença?

Embora ambos os instrumentos sejam emitidos por instituições financeiras e contem com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), existem diferenças cruciais em termos de destinação dos recursos e cobrança de tributos.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é usado pelos bancos para financiar suas próprias atividades gerais, como empréstimos pessoais e financiamentos. Ele está sujeito à cobrança de Imposto de Renda conforme a tabela regressiva geral (de 22,5% a 15%).

A LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa voltados especificamente para o fomento do mercado imobiliário e agrário, respectivamente. Devido à importância estratégica desses setores para a economia brasileira, o governo federal incentiva o investimento isentando as pessoas físicas do pagamento de Imposto de Renda sobre os ganhos acumulados nessas aplicações. Por isso, para comparar um CDB com uma LCI/LCA, é preciso sempre calcular a rentabilidade líquida estimada de ambos.

Quanto rende R$ 10.000, R$ 50.000 e R$ 100.000 investidos?

Para ilustrar o impacto das taxas de 2026, vamos simular o rendimento líquido de aplicações por um período de 12 meses (sob alíquota de IR de 20% para os ativos tributados e considerando CDI a 10,50% e Selic a 10,75%):

Capital Inicial Poupança (Líq.) CDB 100% CDI (Líq.) LCI 90% CDI (Líq.) Tesouro Selic (Líq.)
R$ 10.000 R$ 10.752,00 R$ 10.840,00 R$ 10.945,00 R$ 10.860,00
R$ 50.000 R$ 53.760,00 R$ 54.200,00 R$ 54.725,00 R$ 54.300,00
R$ 100.000 R$ 107.520,00 R$ 108.400,00 R$ 109.450,00 R$ 108.600,00

Perceba que, devido à isenção tributária, uma LCI pagando 90% do CDI líquida pode render até mais que um CDB de 100% do CDI em períodos curtos. A poupança, por sua vez, apresenta o menor rendimento em todos os cenários simulados, custando milhares de reais em rentabilidade perdida para capitais maiores.

O que é Tesouro IPCA+ e quando vale a pena?

O Tesouro IPCA+ é um título público emitido pelo Tesouro Nacional, disponível por meio da plataforma do Tesouro Direto. Ele possui uma rentabilidade híbrida: uma parte é indexada à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e a outra parte é definida por uma taxa fixa de juros de cupom definida no momento da compra (por exemplo, IPCA + 6,00% ao ano).

Esse investimento é muito buscado para o longo prazo, pois garante a manutenção do poder de compra do dinheiro investido ao longo das décadas. Como ele repõe a inflação total do período e adiciona juros reais em cima do montante, o investidor tem a garantia de que seu patrimônio irá crescer em termos reais.

O Tesouro IPCA+ vale muito a pena para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, compra de imóveis ou faculdade dos filhos. Contudo, é fundamental manter o recurso até o vencimento acordado. Se resgatado antes do prazo final, o título estará sujeito à marcação a mercado, o que significa que o investidor pode sofrer perdas ou obter lucros atípicos dependendo do movimento das taxas de juros no mercado no dia do resgate.

Poupança ainda vale a pena em 2026?

Com as condições de mercado de 2026, a resposta da maioria dos planejadores financeiros é negativa. A caderneta de poupança perde rentabilidade líquida para praticamente todos os ativos tradicionais de renda fixa de mesmo nível de risco.

Mesmo considerando a isenção de Imposto de Renda e a ausência de taxas de administração, o rendimento da poupança é historicamente baixo. CDBs de bancos de primeira linha com liquidez diária oferecem a mesma garantia do FGC, o mesmo nível de segurança física e liquidez imediata, mas rendem por volta de 100% do CDI, o que gera retornos significativamente maiores do que a poupança.

O único cenário em que alguns ainda recorrem à poupança é a extrema facilidade operacional no aplicativo do banco comercial ou o hábito cultural. No entanto, com a facilitação da abertura de contas digitais e investimentos simplificados nas plataformas de corretoras e bancos modernos, transferir a reserva de emergência da poupança para um CDB 100% CDI ou para o Tesouro Selic tornou-se um processo rápido que protege e valoriza melhor o seu patrimônio.

Como montar uma carteira de investimentos para iniciantes?

Iniciar no mundo dos investimentos requer seguir alguns passos estruturados para evitar riscos desnecessários e assegurar o crescimento consistente do patrimônio:

  1. Reserva de Emergência: Antes de buscar retornos maiores em ativos de risco, monte um colchão financeiro equivalente a 6 meses de suas despesas correntes mensais. Esse capital deve ser alocado em investimentos de alta liquidez e baixo risco, como CDBs de liquidez diária que paguem pelo menos 100% do CDI ou no Tesouro Selic.
  2. Defina seu Perfil de Investidor: Entenda sua tolerância à volatilidade de mercado. Perfis conservadores preferem estabilidade da Renda Fixa; perfis moderados buscam equilibrar Renda Fixa e Renda Variável (FIIs, fundos multimercados); perfis arrojados buscam retornos de longo prazo aceitando riscos maiores em Ações e ativos globais.
  3. Diversificação: O pilar central de qualquer carteira de investimentos saudável é não colocar todos os ovos na mesma cesta. Distribua os aportes entre pós-fixados (indexados ao CDI), títulos atrelados à inflação (IPCA+) para o longo prazo, e ativos de Renda Variável de acordo com seus objetivos.
  4. Consistência: Investir quantias regulares todos os meses traz benefícios gigantescos por causa do efeito de juros compostos ao longo dos anos, minimizando o impacto de comprar ativos na máxima histórica do mercado.

FGC: até quanto meu dinheiro está protegido?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma entidade privada sem fins lucrativos mantida pelas próprias instituições financeiras brasileiras. O seu papel é garantir o pagamento de depósitos e créditos mantidos em instituições associadas em caso de decretação de regime de liquidação extrajudicial ou falência dos bancos emissores dos títulos.

O limite de garantia assegurado pelo FGC é de até **R$ 250.000** por CPF (ou CNPJ) e por instituição financeira emissora (ou conglomerado financeiro). Existe também um teto global de cobertura de **R$ 1 milhão**, renovado a cada período de 4 anos, somando-se os valores pagos a um mesmo investidor por diferentes bancos.

Os produtos protegidos pela garantia do FGC incluem:

  • Depósitos em contas-correntes e cadernetas de poupança.
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB).
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).
  • Letras de Câmbio (LC) e Letras Hipotecárias (LH).

Títulos públicos federais adquiridos pelo Tesouro Direto não possuem cobertura do FGC, mas contam com a garantia soberana da União Federal, considerada a mais forte e segura da economia do país.